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Fernando Deghi

Oficina de Iniciação

Metodologia voltada ao aprendizado da viola brasileira por música.
Desenvolvimento pela audição
.

Proposta

Aos participantes serão dados conhecimentos básicos, e a conscientização de como estudar para se obter um rápido e correto resultado desenvolvendo o intelecto de forma racional e sistemática. Utilizando-se a princípio, da audição e de uma linguagem escrita que faz parte de seu cotidiano até a linguagem escrita musical. Ficando bem claro que estes ensinamentos servirão de base a estudos mais aprofundados. Esta oficina se propõe a motivar o estudo da viola por musica.

Pré-requisito e critérios para seleção - Não é necessário nenhum conhecimento sobre linguagem musical. Servindo também a violeiros que não saibam ler partituras e que executem bem seu instrumento.

Instrumentistas - possuir instrumento (viola), e ter um mínimo de experiência prática com o mesmo.

Afinação proposta - Cebolão em ré.

Duração - 7 dias com aulas de 3 horas - 1 período - manhã ou tarde.

Apostila a ser cobrada dos participantes, preço R$10,00.


Ivan Vilela

1. A saga da música Caipira no Disco ou de
"Cornélio Pires a Leandro e Leonardo"

  • Palestra de aproximadamente três horas e toda permeada pela audição de músicas que vão situando o ouvinte em cada uma das fases desta tão pujante história.
  • Apresentação de quem é o caipira e quando começou a surgir esta cultura (Anchieta e a colonização e catequese, o Nhengatu como base para o Dialeto Caipira, a música dos índios Tupi-Guarani).
  • A saga de Cornélio Pires e os primeiros discos independentes do país.

Etapas

  • A Primeira Fase - a música caipira saída dos grandes centros (Raul Torres e Florêncio, Alvarenga e Ranchinho).
  • A Segunda Fase - a música produzida pelos homens da roça e a chegada das primeiras influências advindas de fora (Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho).
  • A Terceira Fase - o advento da cultura pop nos anos 60 e as mesclagens (Léo Canhoto e Robertinho, Sérgio Reis).
  • Romântico Sertanejo X Música de Raiz.

2. Oficina de Viola Caipira

  • Curso de aprimoramento em aulas individuais ou em pequenos grupos onde podem ser abordados assuntos diversos inerentes à necessidade de cada aluno.
  • Oficina de arranjos - como fazer um arranjo ou adaptação de um arranjo para viola

3. Concerto e/ou Aula-espetáculo sobre a viola

  • Apresentação do instrumento e sua origem no séc. XIII, na península Ibérica. Seu desenvolvimento em Portugal e sua adaptação ao ambiente e realidade brasileiras durante estes 500 anos. Evolução de sua técnica e a forma como ela é utilizada hoje.

Levi Ramiro

Fábrica de Viola
A Arte de fabricar Instrumentos

Levi Ramiro trabalhou como metalúrgico e nesta profissão desenvolveu algumas habilidades manuais, obteve também conhecimentos que de certa forma colaboraram para a realização de um velho sonho, o de fabricar seu próprio instrumento.

No início, chegou a sacrificar alguns violões e violas, para conhecer e entender suas partes e sua estrutura.

Visitou alguns fabricantes e tornou-se amigo de alguns como Fernando Vanini, professor da Unicamp e nas horas de folga fabrica, em sua casa, violas, rabecas e outros instrumentos que ele próprio inventa.

Desta amizade nasce o desejo de não apenas construir o convencional, mas criar e recriar instrumentos. Com a troca de informações, madeiras, técnicas e idéias, Levi começou a fazer violas com características próprias. Baseando-se na viola de cocho do Mato Grosso, faz suas violas e rabecas, e encantado com a possibilidade de criar, a exemplo do amigo Vanini, inventou a Violeta, instrumento de cinco cordas, três de nylon e duas de aço, afinação de viola e som de instrumento antigo.

Processo de fabricação de viola caipira

Em uma única peça de madeira (cedro, mogno, caixeta) o corpo é escavado e depois cortado o contorno definindo o fundo e a lateral da viola.

O tampo é feito de madeiras que variam do pinho europeu tirado até de caixas de bacalhau, ao cedro, imburana e caixeta. Esta peça depois de concluída, é colada no corpo formando a caixa da viola.

O braço, feito geralmente de cedro, é colado na caixa antes de ser totalmente concluído. Depois de colado é alinhado com a caixa usando uma sobra deixada propositalmente.

A escala é feita de madeira dura como o jacarandá, o jatobá, o pau-ferro. A divisão dos trastos foi passada pelo amigo Vanini, que calculou e fez um gabarito próprio para serrar os canais.

Depois de alinhada, a escala recebe os trastos, O cavalete, feito também de madeiras resistentes, é posicionado e colado no tampo. O capotrasto (apoio das cordas próximo as tarraxas) e o rastrilho (apoio das cordas no cavalete) são feitos de osso da canela do boi.

Levi Ramiro não usa verniz no acabamento e sim a cera de carnaúba, deixando o instrumento com aparência artesanal, que é o seu trabalho. As tarraxas e cordas concluem a montagem final

Curiosidades da viola

Sem contar os inúmeros segredos na confecção da viola, a regulagem na altura das cordas, o posicionamento do cavalete, a "compensação" nos apoios das cordas, a qualidade da escala e das tarraxas, irão influenciar muito na afinação e no som da sua viola e principalmente a pecinha que toca as cordas.


Mingo Jacob

Oficina de percussão

Afro-caribenha e afro-brasileira

Aulas em grupo para iniciantes e iniciados, onde serão abordados ritmos tais como;

Afro-caribenha: tumbao, bolero, cha-cha-cha,mambo e rumba.

Afro-brasileira: ijexá, afoxé, maculelê, samba-de- roda e afro-samba.
Os instrumentos a serem utilizados serão: tumbadora, bongô, timbales,
guiro, cowbel, ganzá, pandeiro, agogô, tamborim, clave, surdo, djembe
e instrumentos de efeitos; abrangendo técnicas de instrumento, percepção rítmica, prática de conjunto, e divisão rítmica entre outros.

Número de vagas 15

Espaço físico
-01 sala de aula comum com um quadro negro ou similar.
-02 possuir na mesma algums instrumentos de percussão.

Pré-requisitos e critérios para seleção:

Iniciantes - não é necessário conhecimento sobre linguagem musical, mesmo os que já tocam mas não tem noção de divisão rítmica.

Iniciados - ter algum instrumento de percussão e noções de divisão rítmica.

Duração: 5 dias com aulas de 3 horas 2 períodos manhã e tarde ou 10 dias 1 período com aulas de 3 horas.

Livro - R$ 40,00

Livro este desenvolvido pelo músico e professor Mingo Jacob denominado “ Método Básico de Percussão Universo Rítmico” contendo: História,Teoria musical, Exercícios rítmicos, Exercícios técnicos, Práticas de conjunto, técnicas de 09 Instrumentos, e Origem dos instrumentos. Tudo isto apoiado por um CD áudio que acompanha a obra.


Braz da Viola

“Curso de construção de instrumentos de cordas".

Os participantes terão acesso às técnicas de construção utilizando-se de um mínimo de
maquinário, senão apenas ferramentas manuais, desmistificando a idéia da dificuldade da construção e a dependência de utilização, no processo, de maquinários complicados.

Utilizaremos neste curso a construção da viola de cocho que servirá como base e exemplo para posterior construção de outros instrumentos, pois se utilizam da mesma técnica.

Número de vagas: 24

Carga horária: 28 horas divididas em 4 horas de segunda a sexta e 8 horas no sábado.

Espaço físico necessário :
- 01 sala de aula comum ( com tomada 220 volts ) que comporte 05 mesas.
- 02 mesas ( tipo escritório ) para acomodar a exposição que ficará em local aberto ao público.

As ferramentas manuais mais o maquinário mínimo necessário para a realização do curso, assim como peças pré processadas e todo material de consumo serão fornecidos pelos monitores.

Atualmente Braz da Viola, constrói em oficina própria a Viola de Cocho, instrumento típico do Pantanal Matogrossense.

Suas Violas de Cocho vem sendo usadas por violeiros como Paulo Freire, Pereira da Viola, Ricardo Vignini, Orquestra de Viola Caipira de Londrina, entre outros.


Vergílio Lima

"Afinação e ajuste em instrumentos de cordas dedilhadas"

Direcionado aos músicos executantes dos 5 instrumentos de cordas dedilhadas mais comuns da Música Popular Brasileira, a saber:

VIOLÃO
VIOLA DE 10 CORDAS
CAVAQUINHO
BANDOLIM
GUITARRAS

que queiram sanar problemas de afinação em seus instrumentos e melhorar o desempenho dos mesmos.

N° de participantes: 06 por seção, inscritos préviamente (havendo espaço físico poderão ser admitidos ouvintes sem direito a intervenção)

Duração: seções diárias de 2h30 - 5 dias, cada dia dedicado a um instrumento.

Total de horas: 12h30 - 30 participantes e ouvintes

Exigências: O músico inscrito, deverá trazer seu instrumento problemático que será analisado na presença de todos os demais e discutidas as alternativas de correção para cada problema específico, só depois serão feitas as correções e ajustes necessários.

O músico deverá ter um conjunto de cordas novas para que seu instrumento seja reajustado. Havendo necessidade de substituição de peças para se obter o ajuste, o custo será de responsabilidade do inscrito.

Os instrumentos com a regulagem padrão ficarão disponíveis para exame dos participantes. Todo o ferramental necessário para a realização dos ajustes nos instrumentos será provido pelo mestre.


PERCEPÇÃO VOCAL
(uma experimentação com a voz humana usando a riqueza do canto dos pássaros )

As cordas vocais são ferramentas essenciais não apenas para cantores, mas também para professores, locutores, oradores, atores e pessoas comuns.

O workshop de Tetê Espindola propõe levar ao conhecimento dessas pessoas, as maneiras adequadas de tratar a voz. Como não desgastá-la e mantê-la saudável para obter melhor desempenho em suas aplicações .Exercitando a voz sim, mas de uma forma lúdica, usando a riqueza do canto dos pássaros para conhecer outras emissões da sua própria voz.

Para que isto aconteça é fundamental que o participante conheça melhor o aparelho fonador e suas ressonâncias .Com exercícios que trarão maior capacidade e domínio das musculaturas dos lábios, boca, língua, garganta e principalmente o DIAFRAGMA, o músculo mais importante para essa prática Além disso, praticar e aprender exercícios de relaxamento, alongamento (RPG) e respiração.

Esse workshop "Percepção vocal"não se restringe aos que sabem ou querem aprender a cantar, mas se aplicam com resultados satisfatórios também àqueles que querem preservar e aperfeiçoar o uso da voz.

Dentre os inúmeros trabalhos já realizados pela renomada cantora e compositora Tetê Espindola , ela desenvolveu uma pesquisa (FUNDAÇÃO VITAE), juntamente com o seu parceiro Arnaldo Black, que resultou no CD Ouvir/Birds, onde apresenta um dueto com o UIRAPURU gravado na Amazônia.

Ouviu no arquivo sonoro da UNICAMP mais de 200 cantos de pássaros da Amazônia e do Pantanal. Juntamente com a pesquisadora Marta Catunda criaram um critério sonoro para esses cantos e o resultado foi a divisão dos sons em :

-PERCUSSIVOS (como o "quero-quero")

-MELÓDICO(o jaó)

-PERCUSSIVOS-MELÓDICOS(e o nhambu).

A partir dessa experiência sonora Tetê vem desenvolvendo sua voz na totalidade de sua extensão e tessitura. Resultando assim no cd VOZVOIXVOICE gravado em Paris em parceria com o compositor e arranjador Phelippe Kadosch. Nesse trabalho ela mostra 128 emissões e timbres diferentes da sua própria voz.

INFORMAÇÕES ESPECIAL:

-Essa dinâmica já foi testada em oficinas com crianças entre 8 à12 anos e também com professores da USP com muito sucesso.

-Métodos que foram reconhecidos e aprovados pela fonoaudióloga Dra. Beatriz Black Burin e pela fisio-terapeuta Paula Siqueira (RPG).

Maiores informações e inscrição contato@brasilfesteiro.com.br

Escolha seu artista:

Bandas/artistas

Antulio Madureira
Fulanos de Tal
Jerry Espíndola & Croa
Matuto Moderno
Dotô Jéka
Trem da Viração

Orquestras
Orquestra Filarmônica de Violas
Orquestra Paulistana de Viola Caipira

Violeiros
Braz da Viola
Chico Lobo
Cícero Gonçalves
Ivan Vilela - Instrumental
Junior da Violla
Marcos Benaia
Marcos Mesquita
Paulo Simões
Pena Branca
Pereira da Viola
Rodrigo Mattos
Vinícius Alves - Instrumental
Yassir Chediak

Duplas
Aleixinho e Hélio Bueno
Diogo e Leandro
Novaes e Manoel Rosa
Oliveira e Olivaldo

Música Tradicional
Os Canarinhos da Terra (Catira)
Os Favoritos da Catira
Cururu Piracicabano
Cenários

Músicos estrangeiros
Bob Brozman
John La Barbera