Dia 07 de março (3ª feira) 13h e 19h30
HERALDO DO MONTE E ANDRÉ CHRISTOVAM

Heraldo do Monte
Integrou o grupo Quarteto Novo, que mudou a trajetória da música no ano de 1967 criando e inserindo uma estética brasileira de improvisação em um ambiente musical dominado pelo jazz. Entre os prêmios que recebeu no decorrer de sua carreira, destacam-se Roquete Pinto, Guarani, APCA e Playboy. Foi incluído, em 1998, entre os dez melhores guitarristas do país pelo concurso da revista Guitar Player. Em 2002 lançou o CD Viola Nordestina, dedicado à maneira pernambucana de tocar viola, que foi indicado ao Grammy Latino, na categoria Regional Brasileira.

André Christóvam
Se André Christovam é o principal artista de blues do Brasil é uma possibilidade a ser discutida, mas ele foi sem dúvida o primeiro. É acima de tudo um músico exemplar que traz na bagagem mais de 25 anos de estrada. Um estudioso da história e um profundo conhecedor dessa linguagem musical. Uma vida de muita dedicação à guitarra e a experiência de ter divido o palco com algumas das maiores lendas da música popular no século vinte.
Dia 14 de março (3ª feira) 13h e 19h30
RICARDO VIGNINI,CHRISTIAAN OYENS, SEBASTIÃO DA SILVA E FLÁVIO GUIMARÃES

Ricardo Vignini
É compositor e ex-guitarrista, emprega na viola a experiência acumulada nos dois discos com o grupo Matuto Moderno, além dos conhecimentos adquiridos em pesquisas e estudos sobre cultura popular do sudeste, como folias de reis, congados, catiras, etc.
A Revista Guitar Player escreve "O violeiro Ricardo Vignini, um dos integrantes do quinteto Matuto Moderno, trouxe uma abordagem original ao mundo dos instrumentos de cordas. Ele conseguiu unir a pureza do som da viola de dez cordas ao universo eletrificado da guitarra elétrica."

Christiaan Oyens
Como produtor musical, Christiaan Oyens já mostrou seu talento nas obras de Flávio Venturini e Lulu Santos (Acústico MTV). Como instrumentista, ele já tocou com diversos artistas, entre eles Cazuza e Adriana Calcanhoto. Como compositor, teve suas obras gravadas por Zélia Duncan, Simone e Marina Lima. Não há dúvidas quanto à qualidade que ele imprimiu sobre os trabalhos aos quais se associou, e agora ele vem mostrar aos paulistas uma prévia das músicas de seu primeiro disco solo, Adeus Paraíso que será lançado em abril.
Adeus Paraíso também tem o privilégio de ter sido mixado na Toca do Bandido por Álvaro Alencar, que teve um cuidado especial com o som dos violões. O disco será lançado na primeira quinzena de abril, pela Audiosfera, um selo e produtora de áudio da qual Christiaan também é sócio. Entre os projetos da empresa, estão alguns para o mercado publicitário: como o tema musical para o provedor Terra (regravação de Exagerado por Zélia Duncan e Frejat), e fonográfico: Chico Cesar, Zélia Duncan, e artistas indies como Línox e André Galiano.

Sebastião da Silva
Ao abraçar a Arte do Improviso, Sebastião da Silva não queria apenas ser mais um no cenário da poesia. Era imperioso que o quadro existente fosse modificado para a sobrevivência da Cantoria.Antes de Sebastião da Silva e Ivanildo Vila Nova, a Cantoria era amadora, onde o compromisso era apenas com o divertimento, o lúdico, a boemia.
Com ele, aconteceu a profissionalização, a elevação do cantador à categoria de artista.Os mais céticos apostavam que a cantoria, ao sair do sertão para ganhar espaço nos grandes centros, estaria fadada à extinção. Porém, com a ascensão de Sebastião da Silva e dos cantadores de sua geração (Geraldo Amâncio, Moacir Laurentino, Ivanildo Vila Nova, Severino entre outros, abriu fronteiras. O trabalho dessa geração saiu do sertão para a cidade, saiu do Nordeste para outras regiões, chegando até a outros países

Flávio Guimarães
Com dezenove anos de carreira, Flávio Guimarães produziu três discos próprios e nove com o Blues Etílicos. Gravou dezenas de participações em discos de artistas dos mais diferentes estilos, tais como Titãs, Fernanda Abreu, Cássia Eller, Zélia Duncan, Luiz Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kid Abelha, Ed Motta, Gabriel O Pensador e Alceu Valença, entre outros.
Foi escolhido duas vezes por B. B. King para abrir seus shows no Brasil, em 1999 e 2004. Tendo participado dos nossos principais festivais internacionais: Free Jazz, Rock in Rio II, Heinecken Concerts, Nescafé Blues e Natu Blues Festival, tocou com Buddy Guy em 1989 e 1991 e com Magic Slim em 1993 e abriu a turnê brasileira de Robert Cray em 1997.
Em sua apresentação, Flávio conta com a participação especial do guitarrista slide Otávio Rocha, que como Flávio, integra o Grupo Blues Etílicos
Dia 21 de março (3ª feira) 13h e 19h30
XANGAI E WOODY MANN

Xangai
Nascido Eugênio Avelino, em 20 de maio de 1948 no trecho baiano do Vale do Jequitinhonha, e criado entre Vitória da Conquista e a mineira Nanuque, o ex-vaqueiro Xangai é hoje um dos principais cantadores e violeiros do país. O apelido veio do nome da sorveteria que seu pai, Jany, tinha em Minas.
Com voz forte e agreste, desenvolvida desde a infância e temperada pelo suingue de seus ídolos Lua e Marinês, Jackson e Jacinto Silva, Xangai se dá ao luxo de transitar dos forrós aos repentes, dos rodeios aos teatros, tocando com as mais diversas formações. No entanto, é sozinho que ele se solta mais, apresentando o seu toque único de violão.
Ao longo de sua carreira, o artista firmou parceria com grandes músicos e compositores, entre eles Elomar, Arthur Moreira Lima, Geraldo Azevedo, Renato Teixeira e Juraildes da Cruz.
Para Xangai a diferença entre ser um cantador e um cantor vai além de uma simples questão morfológica.Pelo menos na visão de Xangai, que se define como um cantador , por entender que o termo exprime sua arte de forma verdadeira, de dentro para fora, ao contrário de muitos artistas que, para ele, se tornarem apenas cantores ao cederem às imposições das gravadoras multinacionais. Há quase 30 anos, Xangai produz seus trabalhos de forma independente. Há pouco lançou três de seus antigos discos relançados e seu primeiro DVD está sendo finalizado.

Woody Mann
Teve seu primeiro contato com a música nos aposentos do Reverendo Gary Davis, o legendário bluesman e violonista de gospel e ragtime. Essa amizade durou até a morte de Davis em 1972, mas a sua influência no jovem estudante se perpetuou. A paixão, energia e o talento artístico das músicas do início da carreira de Davis se tornaram a pedra de toque para o jovem músico iniciando a sua própria jornada.
Mann logo estaria se apresentando com os bluesmen modernos como John Fahey, a grande musicista britânica Jo-Ann Kelly, bem como os mestres originais do gênero como Bukka White e Son House. Complementando os estudos com Rev. Davis e o treinamento formal no celebrado Juilliard School, de New York, teve também um período de intenso estudo com o famoso pianista Lennie Tristano, de Chicago. Foi Tristano que o introduziu ao mundo do jazz e suas infinitas possibilidades. Nesse período o crescimento musical de Mann se encaminhava para se tornar seu próprio estilo de improvisar
Dia 28 de março (3ª feira) 13h e 19h30
PEREIRA DA VIOLA E STEVE JAMES

Pereira da Viola
É filho dos Foliões João Preto (sanfoneiro) e Mãe Augusta (cantadora de Folia de Reis). Ainda criança, em São Julião, acordava à noite ao som das folias que visitavam sua casa trazendo violas, sanfonas, tambores e muita cantoria. Pereira considera este ambiente sonoro a principal base de sua musicalidade. Essa base somada à convivência com outros artistas, como Dércio e Doroty Marques, Elomar, Zé Coco do Riachão, Rubinho do Vale, Titane, Paulinho Pedra Azul e Milton Edilberto, entre muitos outros, o levaram a construir o seu próprio estilo de compor e interpretar, com sua viola bem tocada e uma voz de sonoridade singular. Participa dos grandes festivais e faz shows pelo Brasil e é reconhecido como um dos grandes violeiros contemporâneos
E o violeiro afirma: "Não quero romper com nenhum universo, mas também não quero ser refém de nenhum. Não vim aqui para ficar repetindo ninguém, nem a mim mesmo".
"Incelente Maravia!"Sua própria saudação é a melhor definição para o artista que é!

Steve James
O multi-instrumentista, cantor e compositor Steve James criou um nicho próprio na cena folk-blues acústica através de muitas turnês. Sua base de fãs foi construída à moda antiga, sem o suporte da máquina de marketing de uma gravadora internacional.
Steve James, que toca violões National, bandolin e banjo começou aos 12 anos. Na juventude se tornou amigo e aprendiz de alguns dos mestres dos blues acústicos: Sam McGee e o primo de B.B. King, Furry Lewis. Na adolescência em Nova Iorque, ouviu os antigos 78 rotações de Leadbelly, Josh White e Meade Lux Lewis da coleção de seu pai. Após mudar-se para o Tennessee, tornou-se amigo de McGee and Lewis. Em 1977 já em San Antonio no Texas, expandiu seus horizontes musicais tocando com muitos músicos, desde o lendário saxofonista Clifford Scott ao rock'n'roll de Bo Didley. Nesta mesma época em turnê, dividiu palcos com John Hammond e Dave Van Ronk.
Suas gravações incluem três lançamentos pela gravadora Antone's, de Austin/Texas. "Two Track Mind" de 1993, American Primitive de 1994 e "Art and Grit" de 1996. Em 2000 ao juntar-se ao elenco da gravadora Burnside, de Portland/Oregon, lançou "Boom Chang". Mais recentemente em 2003 foi a vez de "Fast Texas", que resume a musicalidade da região do Texas onde passou os últimos 25 anos.
Seus violões, bandolins e slides podem ser ouvidos em gravações de James McMurty, Ângela Strehly, Ana Hedge e dos Bad Livers. James também têm a vídeo-aula "Roots and Blues Fingerstyle" lançada pela revista Acoustic Guitar.
James continua a excursionar e ensinar pelos EUA, Canadá, Europa e América do Sul e suas gravações mostram seu domínio em diversos instrumentos e são boas fontes para estudantes do blues acústico. Ele recomenda que os interessados em seu trabalho procurem saber das suas próprias influências: Rev. Gary Davis, Skip James, Lightnin' Hopkins, Doc Watson e Son House.
Serviço
CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares penteado, 112 - Centro - SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 e 3113-3652
www. bb.com.br/cultura
R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada)
Ficha Técnica
Curador/Diretor Artístico Ricardo Vignini
Produção Executiva - Marinéa Mochizuki Brasil Festeiro Produções
Assistente de Produção - Rosemari Salomão
Cenógrafia Marinéa Mochizuki
Ilustração - André Davino
Artista Gráfico - Sebastião A. B. de Carvalho Caverna
Sonorização - André Ferraz
Iluminação - Aline Santini
Filmagem - Patrick Nicholas Korb
Assessoria de Imprensa - Silvio Taretto