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foto Rita Perran

"O mar é o espelho da lua

E a lua descansa na serra
Serra do mar, minha terra
Sempre serei teu cantor.”

Luis Perequê
Trecho da música Serra do Mar

Um pouco da história da Serra do Mar

Coberta pela Floresta Atlântica é declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO, em 1991, o que demonstra sua importância em termos globais, a Serra do Mar abriga mais de 2.500 espécies da flora nativa brasileira, diversos animais em risco de extinção como a onça-pintada e o tapir, além de pássaros como o gavião-pega-macaco, a jacutinga e o macuco, entre outros.

No Estado do Paraná, a Serra do Mar tem aproximadamente 500.000 hectares de extensão e aí se encontram 72 % do total da flora e da fauna existentes no Estado. Nessa área está também localizado o pico mais alto da Região Sul do Brasil, o Pico do Paraná, com 1.922 metros de altura.

Ainda na Serra do Mar encontra-se a Área de Interesse Turístico Espacial do Marumbi, com 66.732 hectares, cuja utilização é controlada através de um plano de gerenciamento. O Pico do Marumbi, situado dentro desta área, tem 1.547 metros de altura e é o mais procurado para a prática de alpinismo e turismo ecológico na região.

Através da Serra do Mar encontram-se caminhos históricos que são verdadeiras obras de arte e engenharia, como o caminho de Itupava e de Graciosa, ambos construídos há 300 anos atrás. Além de se constituírem opção para o turismo ecológico, esses caminhos são utilizados atualmente por programas ambientais e preservam, protegidos pela floresta, a história e a cultura dos primeiros colonizadores do Paraná.

Programação do SESC Consolação
Projeto Serra do Mar, minha terra

18/04 - segunda-feira
19h - Coral Tenondê Porã

As crianças das aldeias de São Paulo, dão uma mostra do trabalho que estão desenvolvendo para resgatar os cantos e danças da tradição guarani m'byá.

A apresentação é acompanhada por três jovens guarani em instrumentos como violão, maracá e tambor, estes últimos produzidos pelos próprios índios.

Os cânticos vêm dos antepassados e vão passando de geração para geração, as crianças vão aprendendo com os mais velhos para quando elas crescerem ensinarem para os pequenos.

19h30
Olivio Jekupe - Contador de histórias

Há muitas diferenças entre as aldeias indígenas do continente americano. No Brasil, por exemplo, existem 215 nações com língua, religião, arte e cultura diferentes umas das outras. Mas uma coisa posso dizer que é igual, tanto entre nós guarani, kaiapó, terena, tikuna como em outra nação: em todas as aldeias sempre existe um (a) velho(a), e eles são pessoas de grande valor no meio da comunidade. Não por serem velhos, mas porque a velhice é sinal de conhecimento, de sabedoria. São eles que podem nos contar muitas histórias do passado, dar fundamento à cultura e à tradição para, assim, podermos continuar a história.

Nós, indígenas, sabemos que quanto mais velha é uma pessoa, mais conhecimento do passado ela tem........

20h às 21h
Kátya Teixeira
acompanhada de Carlinhos Antunes e Aluã

É cantora, compositora, pesquisadora e instrumentista.
Apresentou-se ao lado de grandes nomes do cenário musical e também em vários programas de rádio e TV (tendo suas músicas executadas nas programações).

Desenvolve sua música bebendo na fonte da cultura popular brasileira e latina como um reflexo da música mundial.

Recentemente indicada ao Prêmio TIM de Música 2005 nas categorias melhor cantora regional, melhor cd regional com o cd Lira do Povo e melhor cantora voto popular.

Carlinhos Antunes é um músico versátil. Toca violão, viola, charango, cuatro, kora, saz e percussão variada. Tem como principal característica viajar e pesquisar sons de diversas partes do mundo e do Brasil com isso adquirindo uma vastíssima carreira nacional e internacional.

19/04 - terça-feira
19h30 - Cirandeiros de Parati

Genericamente, ciranda significa qualquer baile à viola na cidade ou na roça. No entanto, em sentido mais específico, é uma dança de adultos, citadina, composta de canto de roda, marcada pelos versos de um mestre, ao velho estilo das quadrilhas - isso, tanto em Paraty quanto em Portugal ou no resto do Brasil.

20h às 21h
Luiz Perequê

Escutar as músicas de Luís Perequê dá uma saudade dolorida do mar, das casas históricas,...

O ritmo do violão, das palmas e de sua voz dá vida à poesia. O cotidiano do caiçara, povo tradicional que ainda vive em alguns trechos da costa, faz parte da sua história de vida e é a maior fonte de inspiração que poderia ter encontrado.

Muitas de suas músicas, porém, não são apenas odes à vida simples do pescador, do roceiro, ou da paisagem à beira do mar. São também críticas aguçadas à pressão negativa do homem sobre o litoral. Sobretudo a especulação imobiliária, que acabou atropelando algumas tradições locais e contribuindo para a devastação do meio ambiente.

20/04 - quarta-feira
19h30 - Raizes de Lagoinha - Catira

Em Lagoinha a catira estava desaparecendo, mas este grupo de violeiros estão batendo o pé para preservar.

Lagoinha nasceu à margem do caminho dos tropeiros, que transportavam café da região para o Porto de Ubatuba. A doação de patrimônio para a construção de uma capela em louvor à Nossa Senhora da Conceição em 1863, deu início ao povoado, elevado à vila em 1880, com o título de Lagoinha. O nome se deve a uma pequena lagoa, cuja água foi canalizada para um chafariz público, no povoado.

20h às 21h
Paranga
O Paranga de Negão e Renata
Helvécio Freitas

Herdeiro direto de uma cultura calcada na ancestralidade trazida da Mama África nos cruéis tumbeiros, recriada e adaptada nas senzalas e cafezais da aristocracia paulista e que teve em Elpídio dos Santos o elo entre duas épocas, o Paranga é hoje o mais legítimo representante do universo musical valeparaibano.

A trajetória do grupo confunde-se com a musicalidade de São Luiz do Paraitinga, cidade imperial incrustada nos contrafortes da Serra do Mar a caminho de Ubatuba. O carnaval e o festival de marchinhas luizense são dois atrativos turísticos de grande repercussão e que teve a sua gênese no Paranga.

O Paranga é marca e registro de uma época que tem em Negão e Renata a sua formação básica, com responsabilidade direta do resgate, preservação e difusão do legado musical, cultural e folclórico do Vale do Paraíba.

21/04 - quinta-feira - Feriado

15h às 15h30
Marcelo Manzatti - Palestra

Antropólogo, pesquisador, produtor cultural

15h30 às 16h30
Jongo de Piqueti

Jongo é dança de origem banto, do mesmo tronco do batuque, ambos, ancestrais do samba e do pagode. O Jongo de Piqueti, resiste e vem brilhando sob a direção de Gilberto Augusto da Silva. Muita música, dança e tradição.

Fandango Chilena de Capela do Alto

Impossível não se encantar com este grupo de todas as idades pela beleza do espetáculo.

17h15
Debate

"Caminhos da Serra do Mar: envolvimento, arte e cultura"

Gilberto (Jongo de Piqueti), José Vicente (Fandango Chilena) Prof. Antonio Diegues (USP), Kátya Teixeira (cantora) Marcelo Manzatti (antropólogo) Luiz Perequê (cantor) e Stênio Mendes (instrumentista).

E uma platéia muito interessada.

22/04 - sexta-feira
15h às 18 - Aulas de Rabeca
Mestre Agostinho

19h30

Grupo Jovens Fandangueiros do Itacuruçá
Formado por seis integrantes, o grupo Jovens Fandangueiros do Itacuruçá surgiu no início de 2000 na Ilha do Cardoso, litoral sul do Estado de São Paulo.

Por muitos anos considerado extinto, o fandango voltou a dar sinais de sua vitalidade na região. Até então mantido por poucos grupos de velhos tocadores, despertou interesse nos jovens da comunidade do Itacuruçá, na Ilha do Cardoso, que por meio da convivência com esses músicos tradicionais tiveram base para dar novo fôlego ao ritmo.

20h às 21h
Stênio Mendes

Premiado com o troféu Villa-Lobos, em 1981 pela Associação Brasileira de Produtores de Disco, Stenio Mendes, com sua craviola, foi reconhecido pela crítica devido a sofisticada técnica de execução e composições que desenvolveu.

Criada por Paulinho Nogueira, a craviola é transformada por Stenio Mendes em um instrumento de afinação íbrida entre a escala oriental e a ocidental.

Stenio Mendes vem se apresentando nas platéias da Alemanha, EUA, Argentina, Venezuela, Uruguai e Brasil com sua música-ritual que, ao utilizar recursos vocais percussivos extraidos do corpo humano juntamente com a craviola, preenche o espaço com harmônicos vocais, criando a ilusão de estarmos ora diante de um coral, ora de uma orquestra de instrumentos de sopro e percussão.

Stênio Mendes hipnotizou a plateia com sua arte de tocar

Percussionista Ari Colares

23/04 - sábado

14 às 17h
todas as idades
Modelando histórias
Oficina de modelagem em argila com o Mestre Milton Duarte

As Obras

O Mestre

Os alunos

Ficha Técnica e Agradecimentos

Realização: SESC Consolação - Sérgio
Idealização: Marcelo Stoenescu
Produção: Kátya Teixeira, Marinéa Mochizuki
Programador - Henrique Ramos Rubin

Evento 2008
Mulheres do Sol
IV Festival Estação Viola - Mostra da Música Internacional de Viola

Evento 2007
O Brasil Caboclo de Cornélio Pires
Festival Estação Viola
Viola Bem Temperada

Evento 2006
Do Velho Chico ao Mississipi

Evento 2005
Comitiva Esperança
Serra do Mar, Minha terra
Banda Redonda

Evento 2004
Canto de um povo

Eventos 2003
II Instrumental Pés no Chão
Divina Corte do Divino
Raizes Universais
Viola Turbinada
Turnê Bob Brozman
Theatro São Pedro

Eventos 2002
Mostra de Música Tradicional de São Paulo
Festival Viva São Gonçalo
Viola sem Fronteira
Sarau Paulista de Viola
Via Roça afina a viola e aquece os tambores