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RAÍZES UNIVERSAIS
Festival Internacional de Instrumentos Tradicionais e Rústicos
CCBB Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Alvares Penteado, 112 - Centro
São Paulo - SP
Informações: (11) 3113 3651 e 3113 3652
próximo às Estações Sé e São Bento do Metrô
Terças Musicais às 13h e 19h30
de 28.10.2003 a 18.11.2003.
Semelhanças universais
por Ricardo Vignini
É um enorme prazer realizar um projeto como o RAÍZES UNIVERSAIS, um festival de caráter internacional voltado a instrumentos tradicionais e rústicos.
O evento, inédito no Brasil. , reunirá músicos do Brasil e do exterior, além de luthiers, que desenvolvem seu trabalho baseados em antigas tradições ou mesclando-as às características das pátrias que os adotaram.
Nosso principal objetivo, com esta série, é mostrar como instrumentos que guardam inegável semelhança entre si, acabaram por forjar estilos musicas tão peculiares.
Na jornada musical que o convidamos a empreender, os acordes ressoarão tanto na viola caipira, no siter indiano, como na rabeca brasileira e no fidle europeu. . Assim, conectando sertões, RAÍZES UNIVERSAIS.
Do blues do Rio Mississipi ao baião do Rio São Francisco, sem esquecer das paradas obrigatórias, nos cadinhos onde se mantêm, miscigenadas ou intactas, as tantas Áfricas brasileiras.
O homem, desde tempos imemoriais, tem necessidade de fazer música. Quando não dispõe de instrumentos convencionais, ele os fabrica com elementos que encontra a seu redor. Nesta busca ele experimenta os mais originais caminhos. Tira sons de serrotes, cabos de vassoura, arames, latas, bambus, tábuas de passar roupa.
Foi assim, por exemplo, que surgiu a viola de cocho -- instrumento típico do Estado do Mato Grosso -- que se deduz ter sido inspirada no alaúde.
28.10 - Antúlio Madureira (Brasil), Marcus Santurys (Brasil)
04.11 - Paulo Freire (Brasil), Thomas Rohrer (Suiça), John La Barbera (USA)
11.11 - Salloma Salomão e Levi Ramiro (Brasil)
18.11 - Bob Brozman (USA), Ricardo Vignini e Sérgio Duarte (Brasil)
Fotos da passagem de som e dos shows
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Antúlio Madureira
Participa do Movimento Armorial com seu Teatro Instrumental, participou de eventos como Festival de Montreux, Festival de Música Étnica (SP), Festival de Cultura Caribenha (Cuba), Perc Pan (Recife) e Free Jazz Festival e é presença marcante em todos os carnavais de Recife e Olinda.
No campo da música, Antúlio não se limitou a conhecer e executar os instrumentos tradicionais. Ele foi mais adiante, criou a sua própria luteria, isto é, imaginou e fabricou novos instrumentos, como também aperfeiçoou outros, aumentando seu arsenal timbrístico.
Antúlio Madureira apresenta-se com os músicos:
Sérgio Godoy - Teclado
Ântônio Madureira - Percussão
Compositor e multi-instrumentista hispano-brasileiro; toca sitar indiano, saltérios da Pérsia Antiga, do vale do Cashemir e da Europa Medieval; além de percussões étnicas do Mediterrâneo, Arábia, Índia e Brasil.
Esteve nos últimos 12 anos vivendo continuamente fora do Brasil. Notadamente em Madrid, Espanha, Apresentou-se nos Festivais de Jazz de Madrid, Bilbao, Gasteiz, Montreux, Barcelona e no Brasil. Fez dueto com Wagner Tiso.
Adaptou seu sitar a um estilo próprio, criando assim composições que abrangem uma amplitude de influências do Oriente, do Mediterrâneo e das Raízes da Música Brasileira.
Participou do Cd 30 anos de Romaria de Renato Teixeira, gravado ao vivo no Canecão em 1998.
Recebeu uma condecoração do Cônsul da Índia, Sr. Vishwanathan, na cerimônia de homenagem aos 50 anos de independência da Índia em reconhecimento ao seu talento e contribuição em promover a cultura indiana no Brasil.

Músicos:
Marcus Santurys - Sitar indiano, Santoûr persa;
Beto Birger - Contrabaixo;
Mário III - Sax e flautas;

Antúlio Madureira, Ricardo Vignini, Marcus Santurys
No palco de um lado Antúlio Madureira, lá do pernambuco fazendo som de serrote marimbau, rabecão e outras esquisitices sonoras e do outro Marcus Santurys e seus instrumentos orientais. Nunca tinham tocado juntos e na linguagem universal do som, em poucos minutos, parecia um grande encontro de velhos amigos.
Os contrastes visuais e sonoros e as semelhanças nas raizes universais, encheram o teatro do CCBB-SP - Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.


Paulo Freire (Brasil), Thomas Rohrer (Suiça), John La Barbera (USA)
São três mundos que se encontram, cada um mostrando sua história: um violeiro brasileiro que encontrou seu caminho musical nos livros de Guimarães Rosa, um compositor ítalo-americano que criou uma nova linguagem para a "chitarra battente", no sertão da Itália e, finalmente, um rabequeiro das montanhas suíças com grande poder de improvisação.


Paulo Freire pertence à nova geração de violeiros que está trazendo este instrumento do sertão para as salas de concerto. É autor de trilhas sonoras, canções, romances, biografias, livros de causos, CDs de viola. Tem participação em trabalhos de diferentes artistas brasileiros e é colaborador das revistas "Caros Amigos" e "Globo Rural". Vem realizando shows, palestras e oficinas de viola pelo Brasil

Este jeito amoroso de segurar a viola é uma marca do Paulo Freire.
Thomas Rohrer Suíço radicado no Brasil desde 1995. Depois de começar os estudos musicais no violino estudou saxofone com Othmar Kramis na escola de jazz de Lucerna. Tem feito trabalhos musicais entre a improvisação livre/ jazz contemporâneo/ musica regional brasileira. Tocou violino, rabecas e saxofone em apresentações e gravações com Zé Gomes, A Barca, Paulinho Lepetit, Ceumar, Siba, John La Barbera, Steve Gorn, Ed Sarath e acompanhou o compositor Zeca Baleiro como integrante da banda Mandabala em seus shows e gravações pelo Brasil e Europa.
Em 1999 tocou no Montreux Jazz Festival acompanhando Chico Cesar, Rita Ribeiro e Zeca Baleiro. Tem discos gravados com o grupo Interchanges e em trio com o contrabaixista Célio Barros e o percussionista Fábio Freire. Com Fábio Freire fez a trilha sonora original do longa-metragem d ocumentário "Saudade do Futuro". Musico participante do espetaculo "Mãe Gentil" do coreógrafo Ivaldo Bertazzo. Apresentou-se na Suíca, Nova York e no Brasil em duo com a percussionista Alessandra Belloni. Integrante do Quarteto Original, grupo de musica instrumental paulista.

John La Barbera é compositor, arranjador e multi-instrumentista. Nascido em Nova Iorque, de pais italianos, pesquisou música folclórica italiana e música antiga do Mediterrâneo. Além de compor trilhas para teatro e grupos de câmara, é diretor musical e co-fundador, ao lado da percussionista-vocalista Alessandra Belloni, do grupo italiano I Giullari di Piazza, com sede na Cathedral of St John the Divine, em Nova Iorque.

Salloma Salomão - músico e historiador, lança seu terceiro trabalho "Memórias Sonoras da Noite", com base em sua pesquisa de doutorado, na qual busca as raízes da musica negra urbana, pesquisando musicalidades africanas por meio de gravuras e textos de viajantes que passaram pelo Brasil no século XIX.
O disco foi elaborado com instrumentos convencionais e réplicas de instrumentos africanos de percussão entre os quais: Kalimbas , Marimbas e Ngomas e outros de corda tais como: Nianier, Kraar, Kora, Urucongos, violas D'Angola e outros criados especialmente para essse fim.

Músicos:
Banda Tribbu
Jesun Biasin e Carlos Caçapava - Percussão
Rogério Temporini - Violão, Kora e Kraar (cordas dedilhadas)
Luis Galdino - Violino e Urucungo (cordas friccionadas)
Bob de Souza - Contrabaixo
Cassius Iansem - Teclado e Marimba

Levi Ramiro - Natural de Uru, pequena cidade do interior paulista, Levi Ramiro é amante da cultura regional do Brasil, das coisas da terra, das prosas, das rodas de viola, da boa música brasileira, das pescarias, da culinária, da natureza, enfim, da nossa cultura caipira.
Seu primeiro instrumento foi o violão. A partir de 1995, encontrou na viola a fonte de inspiração que viria enriquecer sua produção artística, tanto na arte de tocar quanto na de fabricar o instrumento.
Hoje, vivendo em Pirajuí, próximo à sua cidade natal, ele constrói suas violas e compõe suas modas, celebrando a simplicidade e a poesia da vida interioriana.
Em 1997, gravou o CD Maracanãs, produzido por ele mesmo e pelo parceiro José Esmerindo, CD lançado em várias cidades do estado e em programas de TV como Viola Minha Viola (TV Cultura) e Terra da Gente (TV Globo-Campinas)
A convite de Francisco Domingos, da Devil Discos, de São Paulo, Levi está gravando um novo CD, intitulado Viola de Todos os Cantos, onde divide o trabalho com o Grupo mineiro Vento Viola.
Músicos:
Levi Ramiro - Viola Caipira
José Esmerindo da Silva - Violão
Roberto Peres - Percussão


Bob Brozman e Sotaque Blues
Bob Brozman (USA), Ricardo Vignini e Sérgio Duarte (Brasil)
Bob Brozman - é um guitarrista como nenhum outro: artista, compositor, produtor e performer reconhecido. Viajante e pesquisador incansável da etnomusicologia.


Seu trabalho com músicos ao redor do mundo em todos estes anos, o tornou não só um virtuoso no uso do slide, como um pioneiro na busca pelas similaridades dentro da cultura musical global. Através da linguagem do instrumento seu trabalho lançou uma nova estética chamada "World Blues". Suas influências carregam desenhos e batidas vindas do Delta Blues, Havaí, Oeste da África, Índia, Ilhas de Okinawa, Caribe e o jazz-cigano de Django até os modernos ritmos do hip-hop, sega, funk, ska, calypso e maloya.


Bob Brozman e Ricardo Vignini
Viola caipira e gaita blues
Por terem as mesmas origens históricas, a música caipira brasileira tem grande semelhança com o blues norte-americano. Expressão de povos interioranos ligados à terra, essas músicas compartilham temas, afinações e até mesmo lendas, como a do pacto entre o violeiro e o "dito cujo". Caminhando paralelas, essas culturas de raizes africanas vêm aproximando instrumentistas em toda as Américas.
Sergio Duarte e Ricardo Vignini já trabalham juntos em parcerias que duram mais de dez anos. Neste show "Sotaque Blues", desenvolvem seus trabalhos com agilidade e cumplicidade, hora a gaita migrando para moda de viola, hora a viola caindo no blues.
Ricardo Vignini, compositor e ex-guitarrista, emprega na viola a experiência acumulada nos dois discos com o grupo Matuto Moderno, além dos conhecimentos adquiridos em pesquisas e estudos sobre cultura popular do sudeste, como folias de reis, congados, catiras etc.


E o gaitista Sergio Duarte, entre os melhores do Brasil, tem sua técnica reconhecida por colegas norte-americanos como James Cotton, Peter Mad Cat e Willian Clarke. É por isso que ele pode abrir, recentemente, uma série de shows do guitarrista Buddy Guy.


Mingo Jacob, percussionista do Matuto Moderno, acompanhou Bob Brozman e Sotaque Blues.


Ficha técnica
Direção musical: Ricardo Vignini
Produção Executiva: Marinéa Mochizuki
Consultor: Reinaldo Volpato
Assistentes de Produção: Rosemari Salomão, Alexandre Telles
Divulgação: Verve Comunicaç ão S/C São Paulo Ltda
Projeto Gráfico: Sebastião A.B. de Carvalho
Ilustrador: Davino
Sonorização: Estúdio Música Bacana - André Ferraz
Iluminação: Tatiana Kanter Goldman, Alinie Santini
Fotografia: Ulisses Matandos
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Evento 2009
Rock Rural
Nossa Língua,Nossa Música
Breve - www.rabeca.com.br
Evento 2008
Mulheres do Sol
IV Festival Estação Viola - Mostra da Música Internacional de Viola
Evento 2007
O Brasil Caboclo de Cornélio Pires
Festival Estação Viola
Viola Bem Temperada
Evento 2006
Do Velho Chico ao Mississipi
Evento 2005
Comitiva Esperança
Serra do Mar, Minha terra
Banda Redonda
Evento 2004
Canto de um povo
Eventos 2003
II Instrumental Pés no Chão
Divina Corte do Divino
Raizes Universais
Viola Turbinada
Turnê Bob Brozman
Theatro São Pedro
Eventos 2002
Mostra de Música Tradicional de São Paulo
Festival Viva São Gonçalo
Viola sem Fronteira
Sarau Paulista de Viola
Via Roça afina a viola e aquece os tambores
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