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Pós-Caipira Sim, Sinhô!

O Interior sem estereótipos. É isso que a banda Mercado de Peixe apresenta em “Roça Elétrica”, seu novo show e CD - pontas-de-lança do Movimento Pós-Caipira. Uma nova interpretação da cultura e dos costumes do interior de São Paulo.

Lembram do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato? Caboclo, recluso, avesso à civilização e seus valores. Vivia de cócoras, tragando o fumo na palha. Quase um século mais tarde, o caipira já não é o mesmo, muito menos as cidades e seus habitantes. A música é outra, chega pelo computador e se espalha pelos alto-falantes.

A viola virou fetiche. O fogo não é mais na mata, arde nos canaviais sem fim. O chapéu de palha foi trocado pelos bonés de marcas e candidatos e o cigarro não é mais de palha, vem pronto, do Paraguai. É vendido nas ruas, nas bancas de ervas, CDs, relógios, mouses e calculadoras à pilha.

A banda Mercado de Peixe surge nesse mundo, na “entrada do Brasil Novo”, onde vivem neo-hippies, manos, nômades, operários, executivos, pobres, ricos, remediados, caboclos.

Sua música reflete esse cenário, complexo por sua simplicidade. É repleta de referências, que vão da música popular universal às experimentações eletro-orgânicas que se encontram em ritmos regionais. A poesia descreve o Interior e seus personagens. Revela as novas celebrações dionisíacas, em que as duplas, quadrilhas, fogueiras, cavalos, botas e peões dão lugar a DJs, bandas, artistas independentes, luzes estroboscópicas, transistores, válvulas, chips, motores e robôs.

Para tempos elétricos uma “Roça Elétrica”.

HISTÓRICO

Desde 96, a banda Mercado de Peixe movimenta a cena cultural do Interior paulista com sua música híbrida e cheia de referências. Em “Roça Elétrica”, lançado recentemente pela Atração Fonográfica, o grupo mergulha na cultura popular paulista, re:combinando a figura do caipira ao contexto pop.

Nos seus primeiros dias, tornou-se presença constante no circuito universitário, em cidades como Ribeirão Preto, Araraquara, Taubaté, Ourinhos, Assis, Londrina, Botucatu, Rio Preto, Campinas, São Carlos, Mococa, Piracicaba, Marília, Franca, Rio Claro e Ilha Solteira.

Em 98, chegou à final do festival Skol Rock, em Curitiba. Com show transmitido ao vivo pela MTV, conquistou o terceiro lugar entre 2 mil bandas inscritas. Ao apostar em composições próprias, a banda chamou a atenção da mídia e foi destaque de publicações como Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, revistas Showbizz e Globo Rural.

No ano seguinte, seus integrantes fundaram o Coletivo Samacô, selo pelo qual a banda passou a lançar suas gravações em estúdio. Naquele ano, lançou "Aparições", que registrou ao vivo uma série de apresentações. Ainda em 99, realizou o primeiro Quilombo Groove, festival que reuniu a cena artística alternativa de Bauru e de outras cidades.

Em 2000, a banda foi selecionada pelo crítico musical e jornalista Carlos Calado para o "Prata da Casa", projeto do Sesc Pompéia (SP), em que apresentou o show “A Saga Low-Tech do Caipira Paulista”, que serviu de base para um EP com três músicas. No segunda edição do Quilombo Groove, os integrantes do Mercado de Peixe trouxeram Tom Zé, o rapper brasiliense Gog, o produtor do coletivo Instituto Rica Amabis e artistas locais, como Força Interior e D´Quebra. Um ano depois, o grupo lançou outro EP, “A Saga Low Tech do Caipira Paulista 2”, que trouxe quatro músicas, e foi destaque da série "Novos Sons do Brasil", do Jornal Hoje (TV Globo).

"Beats e Batuques" saiu em 2002 e foi lançado com duas apresentações memoráveis no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Também esteve no Centro Cultural KVA, em SP, e em todo Interior paulista.

Em 2003, a festa produzida pelos integrantes da banda, em Bauru, foi matéria no programa Altas Horas, dentro do quadro “Brasil Total”, dirigida por Regina Casé, Guel Arraes e pelo antropólogo Hermano Viana.

Se apresentou no primeiro Festival Caipira Groove, no Sesc Campinas, ao lado de bandas que realizam pesquisas envolvendo a cultura caipira e manifestações populares. Lançou “Roça Elétrica” de maneira independente pelo Coletivo Samacô. Ainda no ano passado, fez shows no Itaú Cultural - gravação do programa “Guerrilha”, da TV Cultura - , Centro Cultural Vergueiro e Caipira Groove 2, entre outros. No final do ano, fechou contrato com a gravadora Atração Fonográfica

Em janeiro de 2004, depois de ser masterizado, receber gravações adicionais e nova programação visual, “Roça Elétrica” foi lançado oficialmente com show no Sesc Pompéia e chegou às lojas de discos do Brasil.

Integrantes

Juninho Madureira (vocal)
Ricardo Féla (percussão e vocal)
Emerson Gomes Vanderlei - "Ermão (percussão e efeitos)
Fernando TRZ (teclado, acordeon e vocais)
Ricardo Polettini (guitarra, viola e vocais)
Fabiano Alcântara (baixo)
Paulo Pires - "Pirão" (bateria)

mapa de palco

Discografia

Roça Elétrica

Escolha seu artista:

Bandas/artistas

Antulio Madureira
Jerry Espíndola & Croa
Matuto Moderno
Mercado de Peixe

Cantora
Kátya Teixeira

Carnaval
Banda Redonda

Duplas
Duo Torneze
Carreiro e Pardinho Filho
Índio Cachoeira e Cuitelinho
Vidal França e Mazé

Instrumentistas
Índio Cachoeira
Stênio Mendes

Jazz Brasileiro
Banda Jazzco

Música Tradicional
Cururu Piracicabano
Jongo de Piquete
Jovens Fandagueiros de Itacuruçá
Os Canarinhos da Terra (Catira)
Os Favoritos da Catira
Os coroas cirandeiros de Paraty
Cenários

Orquestras
Orquestra Paulistana de Viola Caipira
Orquestra Sanfônica de São Paulo

Samba Raiz
Aldo Bueno

Germano Mathias
Odair & Cia
Oswaldinho da Cuica

Violeiros
Heraldo do Monte
Ivan Vilela - Instrumental
Noel Andrade
Paulo Simões
Pena Branca
Rodrigo Mattos
Téo Azevedo

Músicos estrangeiros
Bob Brozman
John La Barbera