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Diferentes tipos de violas portuguesas.

A origem portuguesa do instrumento brasileiro é aceita por todos os estudiosos e folcloristas brasileiros, a começar por Camara Cascudo , em Dicionário do Folclore Brasileiro: *A viola foi o primeiro instrumento de cordas que o portugues divulgou no Brasil.O século do povoamento, o XVI, foi a epoca do esplendor da viola em Portugal, indispensável nas romarias, festas e bailaricos, documentado em Gil Vicente e nos cancioneiros.

Os colonizadores portugueses, transportaram consigo a viola, a tocaram em terras americanas e a transmitiram aos seus sucessores, quer nativos,quer europeus,quer miscigenados. Fontes de consulta: fotos-Livro Instrumentos Musicais populares portugueses-Ernesto Veiga de Oliveira. Livro-Viola Campaniça o outro Alentejo-José Alberto sardinha Explicativos das violas, cedidos a mim( Fernando Deghi) por Domingos de Morais,Instituto Politécnico de Lisboa.

Viola amarantina

Materiais: Nogueira e pinho flandres.
Braço em mogno, interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Afinação (5 cordas duplas): Lá-Mi-Si-Lá-Ré

Muito antiga, a viola de Amarante distingue-se pelas duas aberturas em forma de coração recortadas no tampo. E ao contrário do que sucede na generalidade das violas ditas "típicas", a escala da"amarantina" sobrepõe-se ao tampo.

Viola campaniça alentejana

Materiais: Austrália e pinho flandres.
Braço em mogno,interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Afinação (5 cordas duplas): Si-Sol-Mi-Lá-Mi

Característica da região alentejana, a campaniça, uma das mais antigas violas "típicas", quase não é hoje utilizada. Embora só possua dez cordas, apresenta duas cravelhas suplementares, de função algo enigmática.
A terceira corda, ou "toeira", emparelha um bordão - corda grossa, de aço, com tecido entrelaçado - e um fio de latão temperado.

Viola beiroa

Materiais: Cerejeira, austrália e pinho flandres.
Braço em mogno, interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Afinação (5 cordas duplas): Lá-Mi-Si-Lá-Ré

A beiroa possui, na verdade, 12 cordas, mas, para efeitos de afinação, suprimem-se as duas cordas laterais. Utilizada nas festas tradicionais, teve o seu apogeu há mais de um século, mas foi recentemente recuperada pelo grupo foclórico Cantares de Manhouce, responsável pela popularidade de que ainda hoje goza.

Viola braguesa

Materiais: Austrália e pinho flandres.
Braço em choupo, interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Afinação (5 cordas duplas): Lá-Mi-Si-Lá-Ré
Afinação alternativa ("moda velha"):
Lá-Fá#-Si-Sol-Ré

Típica da região de Braga, constitui provavelmente - como de resto, a generalidade dos nossos cordofones regionais - uma adaptação popular da viola barroca. Os bracarenses chamam "braguesa" a esta viola e adotam a designação de "braguinha" para nomear o cavaquinho minhoto.

Toeira de Coimbra

Materiais: Pau-santo e pinho flandres.
Braço em mogno, interiores em casquinha ou choupo, escala em paupreto.
Enriquecida com um botão de madrepérola junto às cravelhas.
Afinação (3 cordas duplas e 2 triplas): Ré-Si-Sol-Ré-Lá

Esta viola de doze cordas e boca alongada, que os estudantes de Coimbra usavam há mais de um século, nas serenatas, antes do aparecimento da guitarra, deve a sua designação ao nome da terceira corda, "a toeira". Igualmente utilizada no acompanhamento às modinhas da região, a Toeira de Coimbra possui três cordas duplas (uma de metal vulgar e outra de latão amarelo) e duas triplas (uma normal e duas de latão).

Veja aqui
Partitura e tablatura - Remanso das Cordas.